Harley-Davidson V-Rod Muscle foi feita para acelerar e desfilar

Da Infomoto

Nem estradeira e nem urbana, modelo Harley traz motor de 122cv e visual requintado

Nem estradeira e nem urbana, modelo Harley traz motor de 122cv e visual requintado
Difícil definir a proposta da Harley Davidson V-Rod Muscle. Não se trata de uma motocicleta estradeira, como os outros modelos da família Touring (turismo), nem tem uma proposta urbana, como as integrantes da linha Sportster, como a XL883. Inspirada nos muscle car americanos, essa famosa "power cruiser" americana pertence a linhagem VRSC (V-Twim Racing Street Custom, ou custom urbana com um V2 de corrida), nomenclatura confusa, mas que caracteriza a família V-Rod, nascida há 10 anos inspirada nas motos esportivas da Harley.

Além do apelo visual, já que a V-Rod Muscle é uma moto bonita -- ainda mais na cor branca perolizada --, seu grande atrativo é o motor Revolution de 122 cavalos de potência máxima, um dos melhores dentro da linha da fábrica americana. Outro ponto positivo do modelo, agora montado no Brasil pela própria Harley, é a queda no preço: agora o interessado paga "apenas" R$ 46.800,00 por ela -- em 2009 a V-Rod Muscle, importada, custava R$ 82.900.

Com certeza a V-Rod não é o modelo mais confortável da Harley Davidson. Também não faz curva como, por exemplo, a XR 1200. Todavia, é surpreendente como a V-Rod Muscle consegue manter a tradição das motocicletas da marca e, ao mesmo tempo, fugir de características que consagraram essa mesma tradição.

Para conhecer a fundo o comportamento da V-Rod Muscle, rodamos 500 quilômetros em dois dias de teste. Trechos urbanos e uma viagem até a cidade de Americana, localizada a aproximadamente 130 km da capital paulista, fizeram parte do itinerário. Longas retas na Rodovia dos Bandeirantes, trechos mais sinuosos na Via Anhanguera e o anda e para das cidades.

Um ponto que não credencia a V-Rod ao rótulo de uma motocicleta estradeira é sua autonomia Doni Castilho/Infomoto

NEM TANTO ESTRADEIRA
 
Claro que a V-Rod Muscle não é uma moto urbana, até porque não faz parte da família Sportster. Entretanto, após andar mais de 300 km por onde deveria ser seu habitat natural, as estradas, concluí que essa Harley Davidson não foi projetada para encarar longas viagens.

A posição de pilotagem favorece pessoas altas -- tenho 1.90 m --, mas mesmo assim cansa os braços e as pernas que, acima dos 120 km/h, brigam o tempo todo com o vento. As manoplas, cheias de estilo, fogem do comum e, como são muito grossas e robustas, cansaram minhas mãos na viagem.

Outro ponto que não credencia a V-Rod ao rótulo de uma motocicleta estradeira é sua autonomia. Registramos 13.1 km/l nas rodovias, o que proporciona uma autonomia de 247 quilômetros (seu tanque tem 18,9 litros). Não é ruim, mas está longe de ser condizente com uma motocicleta ideal para viagens.

Embora não ache a V-Rod uma motocicleta com vocações estradeiras, devo admitir que seu comprimento, peso e a largura dos pneus fazem dela uma moto bastante estável na estrada, principalmente em longas retas. São 2.410 mm, 292 kg e um "pneuzão" de 240 mm na traseira, com perfil 40.

O conjunto de suspensões se familiarizou rápido com as vias rápidas. Devido a seu estilo e ao curso pequeno das suspensões -- infelizmente não declarados -- a V-Rod Muscle desliza pelas estradas. Contorna as curvas com estilo, contando que não sejam muito fechadas -- mudança rápida de direção não é o forte desta moto.

FICHA TÉCNICA: Harley-Davidson V-Rod Muscle

Motor: Revolution, 1250 cm³, dois cilindros em V, a 60º, refrigerado a água.
Potência máxima: 122 cv a 7750 rpm.
Torque máximo: 12,8 kgfm a 6750 rpm.
Câmbio: Câmbio de cinco velocidades com transmissão final por correia dentada.
Alimentação: Injeção eletrônica. Partida elétrica.
Chassi: Duplo berço em aço.
Suspensão: Dianteira do tipo telescópica invertida de 43 mm; Traseira com duplo amortecedor, com regulagem de pré-carga.
Freios: Disco duplo de 300 mm com quatro pistões (dianteiro) e disco simples de 300 mm (traseiro).
Pneus: Dianteiro 120/70-19; traseiro 240/40-18.
Dimensões: Comprimento: 2.410 mm. Entre-eixos: 1.700 mm. Altura para o solo: 105 mm. Altura do assento em relação ao solo: 640 mm. Largura e altura: N/D.
Peso: 292 kg a seco.
Tanque: 18,9 litros.

DESFILANDO
 
Mesmo com as dimensões avantajadas a V-Rod Muscle até que vai bem em uma volta pela cidade -- talvez não seja ideal para o uso diário, mas com seu estilo arrojado e jovem, a Muscle é notada aonde for. Ideal para uma voltinha de final de semana desfilando na cidade, ou uma viagem bate e volta com a namorada, sem pressa, admirando a paisagem e escolhendo um bom restaurante para almoçar. Essa é a cara da V-Rod Muscle.

O péssimo asfalto visto nos grandes centros faz essa V-Rod sofrer um pouco para absorver as imperfeições. Mas os freios com pinças da grife Brembo, com dois discos dianteiros e o simples na traseira, todos com quatro pistões e 300 mm, funcionam com maestria. Ainda mais ajudados pela tecnologia do sistema ABS (antitravamento).

Outros pontos que ajudam o motociclista a desfilar com essa bela H-D são o grande torque do motor e a boa relação de marchas. Pode-se manter a primeira ou segunda marcha sem problemas e sem ter que cambiar o tempo todo na cidade.

MOTORZÃO

 
Mas, sem dúvida, o principal diferencial da V-Rod Muscle em elação aos outros modelos Harley-Davidson é o motor. Derivado de uma parceria com a alemã Porshe, este propulsor trabalha com excelência tanto na estrada como na cidade. Muito torque nas ultrapassagens e uma relação de marchas otimizadas para ajudá-lo no trânsito. Aliás, os 12,8 kgfm de torque máximo a 6750 rpm são os responsáveis por esse dinâmico comportamento do motor.

Não posso deixar de falar que os 122 cavalos de potência máxima a 7.750 rpm também ajudam o condutor a se sentir munido para qualquer situação. Todavia, a característica que mais impressiona, e mostra que a V-Rod foge dos padrões, é o comportamento deste propulsor.

Da família Revolution, o motor de 1247 cm³, com dois cilindros em V e refrigeração líquida não vibra como os outros da famosa marca americana. Com cilindros inclinados a 60º, este motor trabalha em silêncio e com muita predisposição. Basta girar o punho e extrair a pilotagem que se enquadra melhor ao seu estilo, seja onde for.

DESIGN

 
A Muscle apresenta alguns diferenciais na parte estética que podem ser decisivos na hora de comprar uma moto quase que exclusiva: lanterna traseira com LEDs embutidas sobre o pequeno para-lama e piscas colocados estrategicamente na haste do retrovisor, sem falar nas rodas de liga leve de cinco raios. Além disso, os escapes, posicionados um de cada lado da moto, dão equilíbrio ao conjunto. Outro detalhe do modelo são os fios embutidos no interior do guidão, oferecendo um ar mais clean à dianteira da motocicleta.

E todo esse pacote custa agora R$ 46.800, depois que a Harley Davidson assumiu as operações no Brasil. Se pensarmos que em 2009 essa motocicleta custava R$ 82.900, consideraremos um avanço a chegada da marca no país.

Se você busca uma moto para uma longa viagem, procure outro modelo, até mesmo dentro da H-D. Mas se está atrás de estilo e um ar de exclusividade, sendo notado por onde passa, a V-Rod Muscle é uma ótima opção de compra.
(por André Jordão)

Suzuki anuncia nova V-Strom

Moto terá visual mais esportivo e novos equipamentos

do Infomotori/Itália - Fotos: Infomotori/Itália
exclusivo para MotorDream


Suzuki anuncia nova V-Strom

A Suzuki prepara uma surpresa para os amantes do turismo e aventura sobre duas rodas: a nova Suzuki V-Strom. O projeto da moto da montadora japonesa contempla uma traseira mais compacta, luzes baixas e uma cauda mais simples e reduzida.

Outra novidade da V-Strom será seus duplos refletores que oferecem excelente distribuição de luz, enquanto a carenagem ajustável reduz o ruído do vento e a fadiga do piloto. Para oferecer ainda mais conforto a seu condutor, a motocicleta terá uma posição de pilotagem mais tranquila e relaxada.

Em termos de equipamentos, a V-Strom também vem caprichada: o modelo contará com um conta-giros analógico, um velocímetro em LCD e outras informações importantes como consumo médio de combustível e temperatura ambiente. A parte mecânica trará freios ABS dianteiros duplos, sistema de injeção de combustível otimizado e o System Suzuki Advancerd Imobilizer, um imobilizador de partida que torna a moto mais segura contra roubos e furtos.





BMW Motorrad encerra produção da HP2 Sport

Car Magazine Brasil
Escrito por José Antonio Leme 
 
 
 
A BMW anunciou o fim da produção da esportiva HP2 Sport. O modelo que perdeu espaço como esportiva da marca com a chegada da S1000RR será descontinuada em breve, anunciou a divisão britânica da marca. Baseada no motor boxer bicilindrico da marca derivado da R1200GS, ela começou a ser produzida em 2008 e foi a primeira motocicleta com motor boxer da fabricante bávara a ter o duplo comando de válvulas no cabeçote, que depois se tornou padrão na marca.

Seu motor de 1.170 cc gerava 130 cv de potência a 8.750 rpm e 11,7 kgfm de torque máximo a 6.000 rpm através de uma transmissão de seis velocidades com transmissão final por cardã. Com esse conjunto a HP2 Sport conseguia o quarto de milha (cerca de 400 m) em 11.4 segundos e atingia a velocidade máxima de 248.7 km/h.

Seu quadro é feito em aço, na dianteira a suspensão é do tipo BMW Telelever com curso de 105 mm, enquanto na traseira o sistema de amortecimento é o BMW Paralever com curso de 120 mm. Na roda dianteira um par de discos de 320 mm e um simples de 265 mm na traseira eram responsáveis por parar os 178 kg da motocicleta.
 

R 1200 GS Adventure Triplo Black: a aposta da BMW para 2011

Montadora espera que o modelo repita o sucesso da R 1200 GS Triplo 2010

do infomotori/Itália
exclusivo para MotorDream

R 1200 GS Adventure Triplo Black: a aposta da BMW para 2011
Se 2010 foi um ano em que a BMW R 1200 GS Triplo conseguiu ótimos índices de venda, em 2011 outro modelo da montadora alemã promete alcançar o mesmo sucesso: a BMW R 1200 GS Adventure Triplo Black. Os amantes da linha GS terão que esperar até setembro para conferir de perto o novo modelo.

A moto, ideal para quem tem espírito aventureiro, ganhou um novo corpo na cor preto metálico, tanque em prata alumínio, assento em tons de preto, quadro traseiro em cinza metálico e braço traseiro da mesma cor. A R 1.200 GS será equipada com motor flat-twin com duplo comando no cabeçote, com 81 kw e 110 hp de potência.  

TNT R160 é a naked mais radical da Benelli

Infomoto
por Aldo Tizzani

Desenho radical, motor de 157,8 cv e freios Brembo por 14.100 euros
Desenho radical, motor de 157,8 cv e freios Brembo por 14.100 euros

Acaba de chegar às concessionárias européias a nova TNT R160 2011, a naked mais esportiva da linha Benelli. Com visual arrojado, a moto está equipada com motor de três cilindros em linha de 1.131 cm³ de capacidade cúbica, que gera 157,8 cv de potência máxima. Outro diferencial fica por conta de aparência, já que muitas peças são fabricadas em fibra de carbono. A R160 é produzida em duas versões de cores: branca com quadro vermelho e vermelha com chassi cinza-chumbo. O modelo tem preço sugerido de 14.100 euros.

O motor da R160 oferece um comportamento bastante vigoroso. Este três cilindros da montadora sino-italiana (a marca foi vendida para o grupo chinês QJ) equipa outros modelos da série TNT, mas no modelo naked o propulsor trabalha de forma mais esperta. Para minimizar as vibrações, o motor da Benelli adotou um sistema balanceador. Dessa forma, o motociclista terá maior conforto e prazer na tocada de sua R160.

Segundo a Benelli, a TNT R160 é sinônimo de alto desempenho: 157,8 cv a 10.200 rpm de potência máxima e 12,2 kgfm a 8.400 rpm de torque máximo. Uma característica do motor de três cilindros em linha é sua força em baixas e médias rotações, como nos propulsores de dois cilindros em V, aliada a maior elasticidade dos motores de quatro cilindros em linha.

 Acaba de chegar às concessionárias europeias a nova TNT R160 2011, a naked mais esportiva da linha 
O modelo conta com câmbio de seis velocidades e transmissão final por corrente. Para engates mais suaves e precisos, a nova integrante da família TNT está equipada com embreagem anti-deslizante. Já o escapamento foi posicionado sob a rabeta da moto, muito semelhante aos usados nas motos de competição. Para reduzir os níveis de poluentes, o sistema de exaustão recebeu um eficiente catalisador e sonda lambda.

CHASSI E CICLÍSTICA
Com 2.100 mm de comprimento e peso seco de 205 kg, a R160 também ganhou um chassi exclusivo: seção principal feita em aço e um sub-quadro em alumínio fundido. De acordo com a montadora, o conjunto de suspensão da nova moto utiliza o que há de mais sofisticado disponível no mercado: na dianteira suspensão invertida (upside-down) da grife Marzocchi, com garfo de 50 mm de diâmetro, totalmente ajustável. Na traseira, monoamortecedor ZF Sachs, que absorve com muita propriedade as imperfeições do solo. Ambas contam com 120 mm de curso.

Para ajudar no trabalho de amortecimento, a TNT R160 conta com pneu dianteiro na medida 120/70. Na roda traseira a moto pode usar três medidas: 190/50, 180/55 ou 200/50, este último indicado para uso exclusivamente em pista. Com o objetivo de oferecer maior controle e segurança ao piloto, a R160 conta a tradição e eficiência dos freios da grife Brembo: na dianteira dois grandes discos de 320 mm de diâmetro com fixação radial e na roda traseira foi instalado disco simples de 240 mm de diâmetro. Ambos os discos contam com o desenho tipo margarida (wave) e pinça de quatro pistões.

Na parte estética, destaque para conjunto de piscas, acoplados e embutidos nas duas laterais do tanque de combustível -- semelhantes aos da Suzuki B-King --, rodas de liga leve de cinco raios, além de várias peças fabricadas em fibra de carbono, como para-lama, tampa lateral do motor, ponteira e spoiler. Para finalizar, um completo painel de instrumentos, que fica protegido por uma pequena carenagem e bolha fumê. 

Kawasaki Versys chega na versão Tourer

Car Magazine Brasil
Escrito por José Antonio Leme 
 
 

A Kawasaki começou a entregar aos concessionários as primeiras unidades da Versys Tourer que será comercializada por R$ 32,990 na versão standard e R$ 35,990 na versão com ABS. A grande diferença da versão Tourer é a adição de malas laterais, protetores de mão e para-brisas maior e com defletor que são itens de série no modelo.

“Assim como boa parte dos modelos comercializados pela KMB no Brasil, a Versys Tourer também será montado na fábrica da marca no Pólo Industrial de Manaus (AM) e se junta aos outros nove modelos já nacionalizados", declarou Affonso de Martino, gerente comercial da Kawasaki Motores do Brasil.

No restante do conjunto a Versys continua inalterada, utilizando o mesmo motor bicilindrico de 649 cc, arrefecido a água, que gera 64 cv de potência e torque de 5,1 kgfm associado ao câmbio de seis velocidades. As rodas de 17" e o tanque de 19 litros também continuam a fazer parte da Versys em sua versão Tourer.

 

Harley-Davidson comemora os 10 anos da V-Rod

André Jordão via UOL

Edição especial celebra uma década da revolucionária V-Rod

Não é a toa que o motor V2 que equipa a família V-Rod recebeu o nome de Revolution. Desenvolvido em parceria com a alemã Porsche, o propulsor de 1247 cm³, capaz de produz 125 cv de potência máxima e 12,8 kgf.m de torque máximo, trouxe uma inédita e polêmica refrigeração líquida. Muitos puristas ainda torcem o nariz quando o assunto é a V-Rod, considerado-a muito “moderninha” se comparada às “classic bikes” da Harley. Para tantos outros, a V-Rod se tornou um objeto de desejo de muitos motociclistas, símbolo de status e sofisticação e tecnologia embarcada sobre duas rodas.

Apresentada em 2002, a V-Rod mudou o conceito clássico de motocicletas Harley-Davidson. Inspirada nas motos de corrida, esta “muscle custom” adotou uma ciclística diferenciada e pintura em alumínio, em uma nova releitura estética para os modelos centenária marca norte-americana.

Para comemorar uma década de produção de seu revolucionário modelo, a Harley-Davidson lançou nos Estados Unidos a V-Rod 10th Anniversary Edition (Edição do 10º Aniversário), uma das três versões da linha 2012, que também inclui uma Night Rod Special e a V-Rod Muscle.
Night Rod Special é versão com visual mais bandido

As novas versões da família V-Rod continuam com um desempenho explosivo e um descontraído estilo urbano, para o motociclista que procura uma experiência absolutamente singular de pilotagem.Hoje, no Brasil são vendidas a Night Rod Special (R$ 48.700) e a V-Rod Muscle (R$ 46.500). 

Piaggio MP3 500: potência e inovação

Moto pode ser pilotada com carta para condução de automóveis

do Automotor/Portugal exclusivo para MotorDream

Piaggio MP3 500: potência e inovação


A MP3 é um dos modelos da Piaggio que mais fizeram sucesso nos últimos tempos. O seu sistema com duas rodas dianteiras é o principal elemento que a distingue das concorrentes. Além da vantagem no quesito segurança - com a manutenção do prazer da condução de uma moto - a MP3, na versão LT, está homologada para ser pilotada com carta de automóvel. A autorização vale também para as versões com motorização superior a 125 cc.

A montadora italiana realizou pequenas alterações no modelo, criando a versão Touring, que oferece maior conforto devido ao painel frontal regulável em três posições. O banco tem novo revestimento, mas continua com o porta-bagagens na parte posterior. Em relação ao motor, foram mantidas as vesões 300 cc e 400 cc, com a inclusão do novo modelo de 500 cc. Graças aos 40 cv de potência e 4,5 kgfm de torque, a moto agora apresenta um desempenho capaz de agradar ao mais exigente amante da velocidade e aventura sobre duas, ou, no caso da MP3, três rodas.

Nova F3 Série Oro: tradição e exclusividade

Modelo especial da MV Agusta terá apenas 200 unidades produzidas

do Automotor/Portugal exclusivo para MotorDream

Nova F3 Série Oro: tradição e exclusividade


Sempre foi tradição da MV Agusta lançar seus novos modelos em duas versões: uma "normal" e outra especial, com equipamentos de grande qualidade e edição limitada. Com a F3 não será diferente. Por cerca de 15 mil euros - 33 mil reais, pode-se comprar uma das 200 unidades da Série Oro.

A F3 é a esperança da montadora italiana em um dos segmentos mais competitivos do mercado: o de motos esportivas de média cilindrada.

O modelo apresenta corpo em alumínio e ítens eletrônicos, como o controle de tração e soluções só encontradas em motores da MotoGP. Também são destaques os freios Brembo, rodas mais leves e suspensão Ohlins. A decoração é exclusiva, com detalhes em tom dourado, elementos polidos e peças em fibra de carbono.

BMW F800GS chega com edição especial Trophy

Car Magazine Brasil
Escrito por José Antonio Leme

 

A BMW F800GS segunda motocicleta na linhagem de big trail da marca ganhou uma edição especial na Europa chamada F 800 GS Trophy. Sem alterações mecânicas, a F 800 GS Trophy é oferecida na nova cor Branco Alpino/Azul Deserto.

Reconhecidamente com grandes aptidões para o enduro a F800 Gs Trophy ganhou novos itens de série, como os novos protetores de mão e de motor, além do banco em dois tons.

Sua força motriz continua sendo fornecida pelo motor bicilíndrico em paralelo que desenvolve 85 cv de potência a 7.500 rpm e 8,4 kgfm de torque máximo a 5.750 rpm. A edição especial começa a ser vendida em setembro e o preço do pacote é de 370 euros, cerca de R$ 840 a mais no valor da motocicleta, que na Europa é oferecida por 10.150 euros, cerca de R$ 23 mil. Por aqui ainda não há confirmação da chegada dessa edição especial.

Kawasaki ZX-14 2011 chega com nova cor

Car Magazine Brasil
Escrito por José Antonio Leme 
 
 

A Kawasaki começou a vender a linha 2011 da Sport Touring ZX-14, na qual a grande novidade é a nova cor Candy Lime Green, que tem sido aplicada a toda linha.

Com preço sugerido de R$ 49.990 (sem frete), conta com freios de ABS de série. Seu motor é o bloco de 1.352 cc que gera, segundo a marca, mais de 200 cv de potência e já chega ao país em conformidade com o Promot 3, a lei de emissões de poluentes para motocicletas.

Suas características a colocam como uma superesportiva ideal para viagens com garupa, já que apesar da potência, conta com assento e posição de pilotagem mais confortável. Nas características, a concorrência no mercado nacional fica por conta da Honda VFR 1200 F, Suzuki Hayabusa e BMW K 1300 GT.

 

Ducati à venda

Por Arthur Caldeira

Ducati Multistrada foi sucesso de vendas e mesmo assim marca pode ser vendida


De acordo com reportagem publicada no jornal inglês “The Independent” nesta segunda-feira, 15 de agosto, o grupo de investimento, Investindustrial, que controla a Ducati há três anos está se preparando para vender a marca italiana. A fonte da matéria são memorandos da empresa que não especificam os motivos da possível. O lucro da Ducati em 2010 foi de cerca de R$ 200 milhões – os rumores é que o grupo queira mais de R$ 2 bilhões e 200 milhões pela Ducati.

As vendas também não têm sido assim tão ruins. Apesar da queda no mercado europeu, a Ducati vendeu muitas unidades da Multistrada em 2010 o que a ajudou no resultado anual. Agora, outro “ralo”, onde a marca italiana tem gasto muito dinheiro é na MotoGP com a contratação de Rossi e agora com o desenvolvimento de uma novo moto, dessa vez de 1.000cc, para a temporada 2012.

A verdade é que a notícia do jornal inglês não é a primeira sobre a venda da Ducati. E onde há fumaça, há fogo.

Hyundai Motorcycle Concept imita a musculatura do corpo humano

Conceito futurista propõe o veículo como extensão do condutor

Motor Dream


Hyundai Motorcycle Concept imita a musculatura do corpo humano

A Hyundai apresentou uma motocicleta inspirada na musculatura humana. O projeto, desenvolvido pelo designer coreano Min Seong Kim, é apoiado na ideia de que motos podem ter músculos, ainda que não sejam organismos vivos. O conceito futurista foi construído com material flexível, capaz de expandir e contrair – assim como os músculos.

Em curva, a motocicleta “relaxa” para fazer a manobra. Ao acelerar, a carroceria do veículo se torna novamente rígida. De acordo com o designer, a moto funcionaria, desse modo, como uma extensão do corpo humano, auxiliando o piloto na condução e agindo como uma escultura fluída.

Motus apresenta a Sport Touring MTS-01

Car Magazine Brasil
Escrito por José Antonio Leme 
 
 
 
Quebrando os paradigmas e a tradição do norte-americano em produzir motocicletas custom, a Motus apresentou a MTS-01, uma Touring com motor V4. Utilizando do slogan "essa não é uma típica motocicleta norte-americana", a marca colocou no mercado uma Sport Touring com características bem peculiares.

Fugindo dos cromados, e dos característicos motores V2, a MTS-10 vem equipada com um motor V4 que foi derivado de um motor V8 de carro e com o propósito de extirpar o estigma de lentas e barulhentas que as motocicletas norte-americanas carregam.

O motor de 1.645 cc conta com injeção direta para desenvolver 161 cv de potência a 7.800 rpm e 16,8 kgfm a 4.500 rpm que empurram os 227 kg da motocicleta. Seu chassi é de aço em treliça e as suspensões têm três níveis de ajustes, além de pedaleiras, bolha, manetes e assento que podem ser ajustados. As malas laterais da italiana Givi são itens de série. O preço ainda não foi estipulado.

 

 

 

 

 

Falece o presidente da MV Agusta

Por Arthur Caldeira, via Infomoto


Claudio Castiglioni e a emblemática F4 1000

O presidente da MV Agusta, Claudio Castiglioni, faleceu nesta manhã em Varese, na Itália, aos 64 anos. Depois de uma longa batalha contra uma doença – não informada no comunicado à imprensa – Castiglioni será enterrado na próxima sexta-feira, 19 de agosto, em Varese, terra da MV Agusta.

Fundador da Cagiva em 1978, criou modelos como a Elefant e a Mito e levou o nome da marca italiana aos primeiros lugares no Mundial de Motovelocidade. Empresário visionário a frente do Grupo Cagiva, Castiglioni comprou marcas como a Ducati, MV Agusta e Husqvarna. Foi um dos responsáveis pelo lançamento da Ducati 916 e a Monster.

Desde o ano passado, Claudio Castiglioni havia transferido a liderança da MV para  seu filho Giovanni, que continuará a frente da empresa.

BMW R 1200 GS refrigerada a água é flagrada em testes

Car Magazine Brasil
Escrito por José Antonio Leme

Qual o motivo para a BMW testar novamente a R 1200 GS? Não há. Em tese ela é uma moto terminada e completa, a não ser que os alemães tenham, enfim, se dobrado a fazê-la ainda melhor refrigerando seu motor a água.

Na imagens acima é possível notar que a motocicleta está com camuflagens e sensores presos ao tanque. Todavia, o principal interesse da BMW no desenvolvimento de uma motocicleta com motor arrefecido a água não é o aumento de potência e sim o conforto ao diminuir os ruídos da motocicleta.

É possível notar também que o modelo ao que parece é uma pré-produção, teve ainda os freios atualizados com discos radiais maiores, além de estar equipada com escapamentos da Akrapovic, parceira de longa data da marca alemã.

Quando for apresentada, a R 1200 GS com motor refrigerado a água, irá quebrar uma tradição de quase 90 anos da BMW em produzir motocicletas com motor boxer bicilíndrico refrigerado a ar. Uma reviravolta e tanto na produção daquela que é a BMW mais vendida em toda a história da divisão Motorrad com mais de 100 mil motocicletas.

MV Agusta revela modelos que serão produzidos no Brasil

Por Arthur Caldeira e Carlos Bazela, via UOL

Ontem, quinta-feira, o site da MV Agusta no Brasil foi ao ar, mas a verdadeira notícia é que a marca italiana revelou as versões dos modelos que serão montados no Brasil pela Dafra Motos, em Manaus. De acordo com o site brasileiro da marca serão “fabricadas” no país duas versões da naked Brutale e a superesportiva F4.

A versão da F4 terá motor de quatro cilindros, 998cc e 186 cv!

Com motor de 998cc, a F4 montada aqui terá 186 cv de potência a 13.500 rpm, podendo chegar à velocidade máxima de 305 km/h. O design será o mesmo da versão europeia do modelo, que conta com lanterna traseira, piscas e farol de estacionamento em LED. A moto estará disponível nas cores preta e na clássica combinação vermelha e prata, que caracteriza a F4 desde sua primeira versão.

A naked Brutale vai chegar na versão R (acima), mais acessível

Já a Bruatale 1090R tem motor de quatro cilindros, 1078 cc e 144 cv a 10.300 rpm, o que a faz atingir 265 km/h. A moto chega nas cores preto e prata. Para a versão RR a mesma motorização, mas trata-se de uma moto um pouco mais longa e estreita, além de ter um assento colocado numa posição mais alta do que o modelo de entrada. Outro destaque fica para o disco de freio dianteiro que também aumentou para 320 mm e as pinças monobloco Brembo. Esta Brutale RR ainda oferece pedaleiras ajustáveis e poderá ser encontrada em duas combinações de cores: branco pérola com preto ou vermelho com prata metálico. Os dois modelos têm 190 kg de peso a seco.

Brutale RR tem pedaleiras ajustáveis e pinças monobloco Brembo


O site afirma também que tanto a F4 como as duas versões da Brutale estarão nas concessionárias da marca em dezembro. O preço deverá ser anunciado no Salão Duas Rodas de São Paulo, em outubro. Para saber mais detalhes sobre as motos MV Agusta produzidas no Brasil acesse www.mvagustamotos.com.br 

Teste: Suzuki GSX-R 1000 muda pouco para 2012 mas ainda ruge alto

A mais poderosa da Suzuki equilibra desempenho e suavidade, mas exige um piso de qualidade
 
por Eduardo Rocha, via Auto Press
 
Teste: Suzuki GSX-R 1000 muda pouco para 2012 mas ainda ruge alto
Fama é tudo. Para vender milhões de motos 125 cc mundo afora, é preciso criar e produzir alguns modelos de alta tecnologia e de performance arrebatadora. São eles que arrastam as marcas às alturas. O palco idealizado para uma superesportiva como a Suzuki GSX-R 1000 são as pistas da Moto GP. Até parece que os bólidos produzido para as pistas e os feitos para a rua são próximos. E são mesmo. Só como ideia geral, a versão de competição pesa 150 kg, tem 210 cv e bate os 330 km/h, enquanto a “civil” tem 172 kg, 185 cv e fica próximo dos 300 km/h. A relação peso/potência 30% maior explica a queda de rendimento: 0,71 kg/cv contra 0,93 kg/cv. Mesmo assim, a Suzuki das lojas tem desempenho suficiente para produzir adrenalina em qualquer piloto e deixar mães e esposas em polvorosa.
A GSX-R briga em um segmento em que toda marca de respeito tem um representante. A Honda tem a CBR 1000RR Fireblade, a Yamaha tem a R1 e a Kawasaki tem a Ninja ZX-10-R. Elas disputam em cada detalhe de tecnologia e desempenho o mercado de superesportivas no Brasil ­ que fica na faixa de 400 a 500 unidades mensais. A Honda abocanha aproximadamente 25% do nicho ­ 120, 130 unidades ­, enquanto a R1 e a GSX-R brigam pelo segundo lugar, cerca de 60 unidades cada uma. No preço, elas quase se equivalem. A Ninja tem projeto mais recente e sai da curva do segmento ­ começa em R$ 61 mil e vai a R$ 65 mil com ABS. A R1 fica por R$ 57 mil, a Fireblade começa em R$ 56 mil e vai a R$ 58 mil com ABS. Já a Suzuki atualmente tem dois preços: R$ 55 mil para a versão 2011 e R$ 58.900 para a 2012.


A não ser pelas cores e grafismos, a diferença entre a 2011 e a 2012 é nenhuma. O motor é o mesmo quatro cilindros em linha com quatro válvulas por cilindro e duplo comando no cabeçote. Na descrição geral, nada de impressionante. Mas como todas as peças e recursos de uma superesportiva são levados ao extremo, aí começam os detalhes na GSX-R: bicos injetores de combustível com 12 orifícios, válvulas em titânio, pistões e bielas forjadas por esferas jateadas, que aumenta a resistência mecânica, camisa dos cilindros com tratamento eletroquímico para reduzir o atrito.
Outra briga importante numa superesportiva é com a balança. E das rivais diretas, a Suzuki é a que tem menor peso. Em relação à geração anterior, produzida até 2009, ela perdeu 5 kg. São os mesmos 5 kg a menos que a Honda e 12 kg em relação à Yamaha. E isso é tão fundamental nesse segmento que a mais leve é sempre a última a ser projetada. Atualmente este posto está com a Kawasaki, que tem 7 kg a menos e foi lançada na linha 2011. De qualquer forma, a ciclística da GSX-R é ajudada na ótima distribuição de peso, que deixa o centro de gravidade bem baixo, e pelo chassi em liga de alumínio.


Impressões ao pilotar
Devoradora de asfalto
O pacto das japonesas em relação às motocicletas tem sentido. Elas fizeram um acordo de estancar a corrida pela velocidade depois que todas passaram de 300 km/h. O caso é que o desempenho das motocicletas estava indo além da dimensão humana. Pouco pilotos, em geral só os muito jovens para ter qualquer juízo, tinham reflexos para controlar um bólido que pode virar, a qualquer momento, uma espécie de buscapé com banco e piloto.
A trégua é sensata. E não provocou o fim de modelos verdadeiramente esportivos, capazes de ultrapassar os 300 por hora, como a Suzuki GSX-R. Obviamente, para tirar apenas uma parte substancial do desempenho que esta motocicleta tem para dar é preciso sair das áreas públicas. E só mesmo numa pista para arrancar um zero a 100 km/h em 3,4 segundos ou uma máxima em torno dos 292 km/h. E é nesse ambiente que a GSX-R fica à vontade. No uso mais comezinho, em ambiente urbano, ela fica um pouco desajeitada.
Situação que é agravada pela falta de velocidade. Como não há pressão aerodinâmica, o piloto acaba apoiando o peso do corpo no antebraço, o que cansa um bocado. Com a postura correta de pilotagem, com os joelhos pressionando o tanque de combustível, torna as manobras em baixa velocidade mais difíceis. Nada de errado com a moto. Ela foi feita mesmo para as pistas. As ruas de uma cidade são tão adequadas para a Suzzuki GSX-R 1000 quanto uma gaiola apertada.
Ficha Técnica
Suzuki GSX-R 1000
Motor: A gasolina, quatro tempos, 999 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Injeção eletrônica multiponto seqüencial e acelerador eletrônico.
Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.
Potência máxima: 185 cv a 12 mil rpm.
Aceleração 0-100 Km/h: 3,4 segundos.
Velocidade máxima: 292 km/h.
Torque máximo: 11,9 kgfm a 10 mil rpm
Diâmetro e curso: 74,5 mm X 57,3 mm.
Taxa de compressão: 12,8:1
Suspensão: Dianteira telescópica invertida com ajuste da pré-carga da mola, ajustes de forças de retorno e compressão. Traseiro do tipo balançada articulada, tipo monolink de com amortecedor hidráulico, mola helicoidal, com ajuste de pré-carga da mola, ajustes de forças de retorno e compressão.
Pneus: 120/70 R17 na frente e 190/50 R17 atrás.
Freios: Duplo disco na frente e disco simples na traseira.
Dimensões: 2,04 metros de comprimento total, 0,72 m de largura, 1,13 m de altura, 1,40 m de distância entre-eixos, 0,13 m de altura do solo e 0,81 m de altura do assento.
Peso: 172 kg.
Tanque do combustível: 17,5 l.
Produção: Hamamatsu, Japão.
Lançamento da primeira geração: 1985.
Lançamento da atual geração: 2010.
Preço: R$ 55 mil (modelo 2011) e R$ 58.900 (modelo 2012).
 

 

 

Harley-Davidson XL 1200 Custom pode vir para o Brasil

Aldo Tizzani via MOTO.com.br

Fotos: Riles & Nelson e Divulgação HD
Viagem a convite da Harley-Davidson do Brasil

 

A Harley-Davidson quer ampliar sua oferta de produtos no mercado brasileiro. No Salão Duas Rodas - que acontece de 04 a 09 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi (SP) - a centenária marca norte-americana apresentará a Dyna Switchback, a V-Rod 10th Anniversary, além da Night Rod Special. Mas a montadora quer oferecer uma opção mais acessível. Um modelo que se posicione entre a XL 883R (R$ 25.900) e a XR 1200X (R$ 33 mil), ambas da família Sportster. Uma forte candidata à desembarcar no País é a XL 1200 Custom, que tem preço sugerido a partir de US$ 10.299, lá nos Estados Unidos. A equipe da Agência Infomoto viajou para a “Terra do Tio Sam” e conferiu o desempenho da moto, que pode ser uma fiel parceira para dupla jornada. Ou seja, ágil na correria do dia a dia e, nos finais de semana, encara a estrada no melhor estilo “Easy Rider”.

 

Cheia de personalidade, a XL 1200 Custom traz desenho clássico, rodas de liga leve, pneus mais largos, lanterna com LEDs, capa sobre o farol, além de muitos cromados. Já o motor “V2” conta com acabamento em preto, com aletas de refrigeração polidas. Detalhe: este é um dos modelos de propulsor refrigerado a ar produzido em Menomonee Falls, próxima a Milwaukee, no estado de Wisconsin (EUA).

Mas o “grande barato” desta moto é sua vocação para receber inúmeros acessórios ou substituir peças originais por itens personalizados. A lista é extensa. Vai do assento até outras opções de acabamento do motor, passando pelo guidão, pedaleiras, rodas, alarme e novas cores. O pacote de personalização pode sair direto da direto da fábrica.

 

Primeiras impressões
 
O pequeno e pacato município de Park City, vizinho à capital de Utah, Salt Lake City, no meio-oeste americano, foi o palco escolhido pela Harley-Davidson para o lançamento da linha 2012. O grande destaque foi a nova Dyna Switchback, seguida pela edição alusiva aos 10 anos da V-Rod, Night Rod Special, além da linha CVO (Custom Vehicle Operations).

Mas uma “motinho” me chamou a atenção, principalmente por enxergar no modelo uma grande oportunidade da Harley ampliar suas vendas para o mercado brasileiro. E foi com a XL 1200 Custom que iniciei a avaliação da linha 2012 das motos HD.

O primeiro ponto positivo é seu estilo clássico, sem muitas frescuras. Moto com cara de moto. As rodas calçadas com pneus “balão”, fornecidos pela Michelin, e emoldurado pelo pequeno para-lama dianteiro dão um ar mais encorpado ao modelo. Ao montar na representante da família Sportster, nova surpresa: a 1200 Custom oferece bons níveis de ergonomia, apesar do assento “solo”, que, aliás, pode ser substituído. Sua postura de pilotagem, com os braços abertos e esticados, além das pernas semi-flexionadas a fazem também bastante confortável.

 

O motor de dois cilindros em “V”, de 1200 cm³ de capacidade, trabalha de forma linear, sem trancos e reações estúpidas. Um dos responsáveis por este temperamento mais dócil é o câmbio de cinco velocidades com transmissão final por correia dentada. O propulsor, que oferece bom torque em baixas e médias rotações, é ideal para rodar na cidade, como também para desfilar na estrada no final de semana. Em função da injeção eletrônica de combustível (ESPFI), a XL 1200 Custom faz, segundo a Harley-Davidson, pouco mais de 20 km/l. Ou seja, a moto tem uma autonomia de aproximadamente 340 quilômetros.

 

Na parte ciclística, receitas pra lá de tradicionais: garfo telescópico, que foi recalibrado para se ajustar ao peso do trem dianteiro (roda e pneu) e disco simples ventilado. Na traseira, sistema bichoque e disco simples. Na prática, o conjunto de suspensões é mais firme se comparado aos modelos da linha Softail. A XL 1200 C oferece 105 mm de curso na dianteira e 54 mm de curso na traseira, contra, 130 mm na frente e 109 mm na parte de trás da Heritage Classic, por exemplo. Já os freios se apresentavam um pouco “borrachudos” no começo da avaliação. Mas a eficiência da frenagem foi melhorando com ao passar dos quilômetros, acionamentos e também em virtude da acomodação das pastilhas.

Concorrência  
Se a XL 1200 Custom realmente chegar ao Brasil e com preço sugerido entre R$ 28 mil e R$ 30 mil, com certeza terá um bom volume de vendas. Nesta batalha pelo mercado de motos custom, Honda Shadow 750 (R$ 29 mil), Yamaha XVS 950 Midnight Star (R$ 32 mil), Suzuki Boulevard M 800 (R$ 33 mil) e Kawasaki Vulcan 900 (R$ 30 mil) encontrarão no modelo HD um concorrente de peso, com preço competitivo e motor de maior capacidade cúbica. Isso sem falar no status de pilotar uma Harley-Davidson. O que nos resta é aguardar os resultados das pesquisas que estão sendo feitas pela subsidiária brasileira da marca e torcer para que as projeções se confirmem. Os harlistas de plantão agradecem!

 

Ficha Técnica
 
Motor: Evolution, 1200 cm³, dois cilindros em V, a 60º, refrigerado a ar
Transmissão: Câmbio de cinco velocidades com transmissão final por correia dentada
Potência: n/d
Torque: 10,91 kgf.m a 4.000 rpm
Diâmetro e curso: 88,9 mm x 96,8 mm
Taxa de compressão: 9.7:1
Alimentação: Injeção eletrônica de combustível (ESPFI)
Partida: Elétrica
Suspensão: Garfo telescópico com 39 mm de diâmetro e 105 mm de curso (dianteiro); Duplo amortecedores com regulagem de pré-carga e 54 mm de curso (traseiro)
Freios: Disco simples de 292 mm de diâmetro e duplo pistão (dianteiro) e disco simples de 260 mm de diâmetro e único pistão (traseiro)
Rodas e pneus: Liga-leve de cinco raios, 130/90B16 72H na dianteira e 150/80B16 77H, na traseira
Chassi: Duplo berço
Dimensões: 2.220 mm de comprimento, entre-eixos de 1.521 mm e 724 mm de altura do assento ao solo
Tanque: 17 litros
Peso: 251 kg (a seco)
Preço: US$ 10.299 (Preta), US$ 10.500 (Cor) e US$ 10.809 (Dois tons)