Peugeot pode ter triciclo híbrido

Possível atração no EICMA 2011 teria motor de 300cc capaz de gerar 40 cv

do Infomotori/Itália exclusivo para MotorDream


















Enquanto em alguns países da Europa triciclos como o Piaggio Mp3 são "mal compreendidos", em mercados como o francês o sucesso deste tipo de modelo é garantido. Sabendo disso, a Peugeot tem um projeto para o desenvolvimento de uma scooter híbrida de três rodas chamado "HYmotion 3 Evolution". O primeiro conceito foi apresentado no EICMA 2008, e mostrava um modelo que tinha as rodas traseiras movidas por um motor a combustão e as dianteiras por dois blocos elétricos. Este modelo oferece uma versatilidade sem precedentes e promete uma emissão de poluentes de apenas 48g/km com o motor a combustão em funcionamento e "emissão zero" no modo elétrico. Sua estreia não está confirmada, mas especulações apontam que a scooter híbrida da Peugeot poderia aparecer no EICMA 2011. O próximo passo seria ganhar as ruas europeias até o final do próximo ano, ou no começo de 2012. Espera-se que o modelo tenha um motor de 300cc e que este desenvolva algo em torno de 40 cv de potência, o que o colocaria concorrendo diretamente com a Piaggio Mp3 400.

BRP anuncia recall de triciclos Can-Am Spyder

É preciso fazer substituição do sistema de embreagem centrífuga.

Ao parar o veículo, motor pode desligar e bloquear a roda



Do G1, em São Paulo


Spyder RT-S 2010 Spyder RT-S 2010 (Foto: Divulgação)








A Bombardier Recreational Products (BRP) convoca nesta quarta-feira (29) os proprietários de todos os veículos Can-Am Spyder RS SE5 e Spyder RT SE5, ano e modelo 2010 (com os chassis abaixo), para recall. Os donos devem entrar em contato com um revendedor da marca para agendamento e substituição do sistema de embreagem centrífuga, disse a Fundação Procon-SP.

Em comunicado, a empresa informa que, ao parar totalmente o veículo, equipado com a transmissão semi-automática SE5, a embreagem poderá continuar engatada, ocasionando o desligamento do motor. Com isso, será impossível ligar o veículo novamente e a roda traseira poderá ficar bloqueada. Nesse caso, será difícil retirar o veículo da via, aumentando a possibilidade de ocorrer um acidente.

A BRP disponibiliza o telefone (19) 3783-9600 ou os sites www.can-am.bpr.com e www.mundospyder.com.br para mais informações.

Veja os chassis dos veículos envolvidos:

2BXJBFC10AV000178, 2BXJBFC10AV000357, 2BXJBFC10AV000407, 2BXJBFC11AV000173, 2BXJBFC11AV000190, 2BXJBFC11AV000366, 2BXJBFC12AV000408, 2BXJBFC13V000160, 2BXJBFC13AV000398, 2BXJBFC14AV000362, 2BXJBFC16AV000198, 2BXJBFC16AV000329, 2BXJBFC16AV000394, 2BXJBFC17AV000209, 2BXJBFC17AV000212, 2BXJBFC18AV000154, 2BXJBFC18AV000185, 2BXJBFC18AV000204, 2BXJBFC18AV000218, 2BXJBFC1XAV000155, 2BXJBFC1XAV000379, 2BXJBKC11AV000117, 2BXJBKC11AV000134, 2BXJBKC12AV000093, 2BXJBKC13AV000071, 2BXJBKC15AV000105, 2BXJBKC1XAV000147, 2BXJBKC1XAV000150, 2BXJBKC12AV000327, 2BXJBKC13AV000238, 2BXJBKC13AV000241, 2BXJBKC19AV000258 e 2BXJBKC1XAV000320.

Aceleramos a Ducati 1198 SP

Esportiva italiana de 170 cv se comporta como moto do Mundial de SBK

Motociclismo / Gabriel Berardi e Sergio Romero

Ducati 1198 SP

Ducati 1198 SP

Depois de muitos anos, as iniciais “SP”, que apareceram pela primeira vez na 851, no início dos anos 1990, estão novamente presentes na carenagem de uma Ducati. Fazendo alusão a “Sport Production”, as motos que ostentam essa sigla nada mais são que motos de produção em série, só que com algumas mudanças que as deixam prontas para participar de competições em pista.

Ducati 1198 SP


A 1198 SP possui a mesma base da versão S (atual top de linha que deixará de ser comercializada em 2011), mas com equipamentos exclusivos que a deixam muito mais competitiva quando o assunto são as pistas de corrida.

Ducati 1198 SP

A SP traz de série vários equipamentos que objetivam conseguir um melhor desempenho e, ao mesmo tempo, uma economia de peso. O tanque de combustível, por exemplo, é o mesmo fabricado em alumínio utilizado até então pela versão S Corse, que possui paredes de 2 mm, 2,5 litros a mais de capacidade e que pesa 1,6 kg a menos que o da 1198 básica. A SP também incorpora um amortecedor traseiro Öhlins TTX, embreagem com recurso de antibloqueio e um novo sistema de câmbio semiautomático — chamado pela marca de DQS (Ducati Quick Shift) — que permite trocar de marcha sem aliviar o acelerador.

Ducati 1198 SP

Os demais equipamentos e partes estruturais são, basicamente, os que já conhecemos das demais Ducati 1198, ou seja, o tradicional e supereficiente chassi multitubular de aço, o motor bicilíndrico em V a 90º de quase 1 200 cm³ e que gera insanos 170 cv, controle de tração (DTC) e sistema de telemetria (DDA), um equipamento utilíssimo quando utilizamos a moto nos autódromos. Para auxiliar todo esse refinamento mecânico e a eletrônica de ponta, encontramos suspensões com bengalas Öhlins na dianteira e freios Brembo com pinças monobloco.

Ducati 1198 SP

Ação! Basta colocar os dois enormes cilindros para funcionar que a sensação é essa. É como se o rugido que sai pelo escape com dupla saída pela rabeta implorasse...ação, já! De fato, esta moto foi desenvolvida para render o máximo em um circuito utilizando toda a tecnologia que a marca desenvolve nas competições mundo afora.

Ducati 1198 SP

A posição de pilotagem é radical — ainda que, pela disposição do motor, a 1198 seja um pouco mais longa e espaçosa que as superbikes japonesas — e, por isso, ao entramos na pista, o nosso cérebro já está com o chip de corridas ativado. As primeiras aceleradas já nos dão uma boa noção a respeito do potencial do bicilíndrico, contudo, é quando enrolamos o cabo até o final que sentimos uma imediata necessidade de segurar com ainda mais força o guidão...enquanto a roda dianteira começa a sair do chão. O controle de tração não evita as empinadas quando ajustado no nível três, assim, podemos utilizar o câmbio semiautomático para subir uma marcha sem aliviar a aceleração para que a frente aterrisse.

Ducati 1198 SP

O tato do câmbio é um pouco mais brusco que em outras superbikes mas, apesar disso, com o sistema quick shifter é sempre um prazer usar a alavanca do pé esquerdo. As suspensões são de elevadíssima qualidade e isso é notado em cada movimento que realizamos nas pistas, ambiente no qual o conjunto Öhlins mostrou-se incrivelmente progressivo e capaz de manter de maneira impecável as rodas sempre em contato com o asfalto. Com um motor cheio de vigor e uma ciclística que transmite muita confiança, é quase impossível não exagerar no acelerador em algum momento, contudo, não se preocupe, porque quando isso acontece o DTC mantém as coisas no lugar.

Ducati 1198 SP

De fato, é muito excitante quando confiamos no sistema, já que podemos abrir o acelerador com a moto muito deitada e a traseira escorrega apenas o necessário. Os freios, excelentes, arrematam um conjunto feito sob medida para as pistas. Infelizmente, ainda não há nenhuma informação sobre a chegada desse modelo ao Brasil.

Ficha técnica:
Motor: Bicilíndrico em V a 90º, 4T, comando de válvulas desmodrômico, 8 válvulas, arrefecimento líquido, injeção eletrônica, embreagem multidisco em óleo, 6 marchas, transmissão por corrente.
Cilindrada: 1 198 cm³
Pot. máx. declarada: 170 cv a 9 750 rpm
Torque máx. declarado: 13,3 kgfm a 8 000 rpm
Diâmetro x curso: 106 x 67,9 mm
Taxa compressão: 12,7:1
Quadro: Multitubular de aço
Cáster: 24,3º
Suspensão dianteira: Bengala Öhlins de 43 mm
Suspensão traseira: Monoamortecedor Öhlins TTX
Curso diant. / traseiro: 120 mm / 127 mm
Regulagens: 3 vias / 3 vias e altura
Freio dianteiro / traseiro: 2 discos Brembo de 330 mm / 1 disco de 245 mm
Pinça dianteira / traseira: 4 pistões radiais / 2 pistões
Pneu / roda dianteiro: 120/70-17" / 3,5"
Comprimento: 2 080 mm
Entre-eixos: 1430 mm
Altura do banco: 820 mm
Peso a seco: 168 kg

BMW anuncia a produção da F 800 R em Manaus

Da Infomoto - (por Aldo Tizzani)

BMW F 800 R
Naked de 800 cm³ começa a ser fabricada em abril,
com preço na casa dos R$ 38 mi

“A partir de abril, a BMW fabricará a F 800 R em Manaus (AM), e estamos fazendo um grande esforço para que o preço da moto fique abaixo de R$ 38 mil”, afirmou Jörg Henning Dornbusch, presidente da subsidiária brasileira da marca alemã, em um encontro informal com a imprensa especializada, em 14 de dezembro. A naked de 800 cilindradas de capacidade cúbica será comercializada apenas na versão mais completa, inclusive com sistema de freios ABS. A moto, atualmente importada, custa entre R$ 45.900 (Standard) e R$ 51.900 (Premium).

Motor de dois cilindros com muito torque e quadro em alumínio de dupla
trave fazem da BMW F 800 R uma moto fácil de pilotar

Henning também divulgou os números de vendas em 2010 e os planos de crescimento para os próximos anos: “A BMW Motorrad Brasil vai fechar 2010 com um total de 3.500 motos vendidas. Dessa forma, a marca agora detém 9% do market share para motos acima de 500 cm³. Ou seja, dobramos o share de 2009 para 2010”. Detalhe: em 2009, a BMW emplacou 1.609 motocicletas.

Com motor de dois cilindros paralelos, BMW F 800R disputa com
japonesas o segmento urbano de média cilindrada no Brasil


Um dos principais fatores para o crescimento da marca bávara foi investir na produção da trail G 650 GS na capital amazonense. Há exatamente um ano, a operação é feita na fábrica da Dafra, em Manaus (AM), a primeira linha de montagem BMW fora da Alemanha. Até novembro, o volume de vendas da G 650 GS foi de 1.174 unidades.

Posição de pilotagem confortável, bastante torque e
bons freios são trunfos da BMW F 800 R


Com alta taxa de crescimento e números expressivos de vendas, a BMW Motorrad Brasil ocupa agora o sétimo em volume de vendas mundiais da marca. “Passamos o Japão, Canadá, Austrália, África do Sul e Áustria”, conta com orgulho o carioca Henning, dizendo que os planos daqui para frente são cada vez mais ambiciosos: ampliar para 12% o market share e vender cinco mil motos já em 2011.

Faróis assimétricos, quadro e motor pintados em preto e à mostra
caracterizam naked alemã BMW F 800 R


Porém, para crescer é preciso ter uma maior capilaridade. Assim, a marca pretende ampliar a rede para 30 concessionárias até o final de 2011. Na segunda metade deste ano foram abertos seis novos pontos de venda da BMW Motorrad, entre eles, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT) e Manaus (AM). “Ano que vem iremos inaugurar de 8 a 12 novos pontos de vendas no Brasil”,afirma o executivo.

Faróis assimétricos marcam o "olhar" radical da naked alemã

A BMW F 800 R

A F 800 R está equipada com motor bicilíndrico de quatro tempos refrigerado a água de 798 cm³, que gera potência de 87 cv a 8.000 rpm e oferece torque de 8,7 kgfm a 6.000 rpm. Segundo a BMW, a moto pode chegar a mais de 200 km/h. Já o câmbio de seis velocidades oferece engates suaves e precisos.

Tanque de combustível fica sob o banco contribuindo para a
centralização de massas e para a estabilidade da F 800 R

Na parte ciclística, simplicidade e eficiência. Na dianteira, garfo telescópico tradicional de 43 mm de diâmetro e duplo disco de 320 mm de diâmetro, com pinça de quatro pistões. Já na traseira, balança de alumínio monoamortecida. Para completar o conjunto, disco simples de 265 mm de diâmetro e com pinça flutuante de único pistão.

Painel bastante completo e de fácil visualização traz velocímetro, tacógrafo e luzes de
advertência; na versão Top conta ainda com computador de bordo

Para garantir sua estabilidade, a F 800R tem quadro de dupla trave superior em alumínio e pneus aro 17 de perfil esportivo, calçados com rodas 120-70 na dianteira e 180-55 na traseira. Além disso, a F 800 R traz um completo painel de instrumento, com relógios analógico e digital.

Para "popularizar" suas motos, a BMW passou a adotar os comandos
universais,
como no acionamento das setas

A traseira segue o estilo minimalista, mas garupa tem espaço
e conforto razoáveis para a categoria naked

Eficácia dos freios é outro ponto forte da BMW F 800 R,
principalmente na versão equipada com sistema ABS


Ronco emitido pelo escapamento instiga piloto a acelerar;
BMW oferece ponteira esportiva como opcional

O propulsor dois-cilindros de oito válvulas tem torque de 8,77 kgfm a 6.000 rpm,
o maior da categoria, garantindo retomadas rápidas e conforto na pilotagem

Mission R é moto elétrica de alta performance

Superbike conta com um motor elétrico capaz de gerar 143 cv e 15,9 kgfm

MotorDream - com Autocosmos/México

Mission R é moto elétrica de alta performance

O mercado de veículos elétricos cresce consideravelmente, e as motocicletas não estão fora desta evolução tecnológica. Porém, assim como aconteceu com os carros, os primeiros modelos eram simples adaptações de baterias a veículos já existentes, sendo que a capacidade dinâmica não era lá das melhores.

Após desenvolver produtos específicos surgiu outro problema: os primeiros elétricos eram feios e esquisitos, alguns tinham três rodas, por exemplo. O progresso veio e possibilitou carros como o Tesla, Fisker e Leaf, enquanto as motos praticamente "pararam no tempo".

Sabendo disso, a Mission Motors, empresa americana que constrói modelos sobre duas rodas artesanalmente, se deu a missão de desenvolver uma moto elétrica de alta performance. Depois de superar várias etapas, surge então a Mission R, uma moto de aspecto "normal", com desempenho superior as 600cc e menor que as 1000cc, criada especificamente para o campeonato TTXGP.

A Mission R conta com um motor elétrico de 105 kW, o equivalente a 143 cv e 15,9 kgfm de torque. Comparando-a com outros modelos, ela fica entre a Kawasaki ZX-6R (600cc) com 124 cv e 6,77 kgfm de torque e a Ninja ZX-10R 2010 (1000cc), que conta com 187 cv e 11,4 kgfm.

Como se pode observar, esta motocicleta tem mais potência que uma 600cc e mais torque que uma 1000cc. Isso é possivel graças ao fornecimento imediato de força do motor elétrico. Isso tudo deveria culminar em números espetaculares, mas as baterias da Mission R garantem um peso extra, que chega ao total de 247 kg - a ZX-10R pesa 208 kg, por exemplo.

A parte mecânica fica completa com elementos de motocicletas de alto desempenho como suspensões Öhlins, freios Brembo, rodas de liga de magnésio, mapeamento do motor e refrigeração líquida.






Lambretta retorna ao mercado com muita história na garupa

Lambretta retoma visual consagrado mundialmente no pós-guerra do século 20

Da Infomoto (por Lucas Rizzollo)


Depois de 30 anos de aposentadoria, a saudosa Lambretta está de volta à linha de produção. O veículo que fez sucesso ao redor do mundo nas décadas de 1950 e 1960 foi relançado pelo grupo italiano Motom durante o Salão de Motos de Milão -- Eicma 2010, megaevento motociclístico realizado no início de novembro na Itália. Com visual retrô, agora este ícone da mobilidade ganhou rodas de 12 polegadas (com freio a disco na dianteira), partida elétrica e motor com alimentação por injeção eletrônica. Os novos modelos LN 125 e LN 151 estão equipados com propulsores quatro tempos, bem diferentes do que era usado na época de seu lançamento.

A sabedoria popular diz: "Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada". Ferdinando Innocenti tinha uma fábrica de tubos de aço em Milão, na Itália, que foi bombardeada e destruída durante a Segunda Guerra Mundial. Em vez de desistir, o empreendedor usou este revés para fazer uma das melhores "limonadas" da história mundial.

Com o final da guerra, Ferdinando começou a reconstruir sua fábrica e ao mesmo tempo percebeu que a população precisava de um meio de transporte barato e econômico. Unindo forças com o engenheiro Pierluigi Torre, surge a primeira Lambretta. Diferente da Vespa, sua rival histórica, a primeira versão construída por Innocenti tinha o motor totalmente aparente.

SIMPLES E EFICIENTE


As primeiras Lambrettas usavam quadro em tubos de aço e as molas sob o banco faziam o papel da suspensão traseira. Já o pequeno tanque de combustível ficava sob o selim. Para impulsionar o conjunto, um motor de dois tempos de 125 cm³ de capacidade cúbica. As principais vantagens do modelo eram custo mais acessível, baixo consumo (acima dos 33 km/l), além de ter uma plataforma e um miniescudo frontal que serviam para apoiar e proteger os pés da chuva e da neve.

A ideia de um veículo urbano de baixo custo se espalhou pelo mundo nas décadas de 50 e 60. Assim, a marca autorizou a abertura de fábricas da Lambretta na Índia, Argentina, Congo, Espanha, Colômbia, Indonésia, Sri Lanka, Formosa, Paquistão, Turquia, França e até no Brasil. Em 1955, o bairro paulistano da Lapa recebeu uma das primeiras fábricas de veículos do país. Começava assim a paixão do brasileiro pela simpática motoneta (modelo hoje mais conhecido como scooter).


PAIXÃO NACIONAL


De acordo com João Tadeu Boccoli, expert em motocicletas clássicas, tanto a Lambretta como a Vespa nasceram da necessidade de transporte barato, numa Europa destruída pela 2ª Guerra e sem dinheiro na praça para grandes luxos. "Os principais fatores da paixão por esses veículos são a durabilidade, o requinte nos detalhes visuais e o estilo inconfundível. Isso sem falar na facilidade de condução", explica Boccoli, dizendo que o nome Lambretta vem do rio Lambro, que passava próximo à fábrica de Innocenti.

Em encontros de motos clássicas é raro encontrar uma Lambretta, pois sua produção teve vida curta se comparada com a da Vespa. Com bom humor, Boccoli completa dizendo que "os bons mecânicos de Lambretta já estão consertando motonetas no céu".

Se o mercado de scooters está em crescimento no Brasil, nada mais natural do que trazer de volta os modelos clássicos -- o que ainda não está confirmado. Aliás, quem também está retornando ao mercado europeu é a Vespa PX, equipada com motor dois tempos de 125 e 150 cm³ de capacidade. Quem sabe, em breve, faremos um comparativo entre as "novas-velhas" Vespa e Lambretta?

Harley Davidson terá fábrica na Índia

Unidade será a segunda da marca fora dos Estados Unidos, primeira foi no Brasil


MotorDream com Autocosmos/México

Harley Davidson terá fábrica na Índia

A Harley Davidson conta com uma longa história na fabricação de motocicletas, o que a transformou em um estilo de vida. Mas por outro lado a marca nunca evoluiu suas motocicletas para se adequar aos tempos de hoje. Com a crise econômica há alguns anos, as marcas desapareceram ou tomaram novos rumos. A Harley Davidson permaneceu com seus produtos e tentou incluir entre seus clientes jovens de 20 e 30 anos, porém sem muito sucesso. A solução então foi abrir sua segunda fábrica fora dos Estados Unidos, a primeira foi inaugurada em 1999 no Brasil. Com um gigantesco mercado de motocicletas em pleno vapor, a escolha da Índia para a segunda unidade fabril internacional da marca não é de surpreender. Lá as instalações serão totalmente funcional e os componentes das motocicletas serão enviados da América. O principal argumento da marca para abrir uma unidade naquela região é o custo das exportações muito mais atraente. A fábrica indiana da Harley e a recente expansão para mercados como o chinês são iniciativas necessárias para qualquer marca que quer reduzir suas despesas, manter o seu status e impuslsionar suas vendas nos dias de hoje.


Ducati abre nova fábrica na Tailândia

Para escapar da crise econômica mundial, Ducati abre primeira fábrica fora da Itália.

Redação Motociclismo / Marcio Chizzolini


MPIB

Fábrica da Ducati

Depois de décadas produzindo suas motos exclusivamente em solo italiano, a Ducati abre nova unidade fábril na Tailândia, seguindo o exemplo de outros fabricantes que procuram fugir da crise econômica mundial. Visando reduzir despesas com as importações para o mercado asiático, a Tailândia foi escolhida por estar em ponto estratégico para distribuição, pela oferta de mão de obra barata, mas que esta cada vez mais se especializando. As atividades começarão em poucos dias.

Ducati 1198 SP

Ducati 1198 SP

Quem não gostou nada disto, foram os funcionários da fábrica na Itália, e o governo local, com medo de que com o tempo, a unidade de Bolonha encerre suas atividades, ou simplesmente reduza o numero de funcionários. Gabriele Del Torchio, diretor da marca, procurou tranquilizar a todos informando que isto não ira ocorrer, pois a unidade Italiana é de extrema importância para o mercado Europeu.


Mission apresenta nova esportiva elétrica

Com 141 cv de potência, Mission R é um protótipo de alta performance


Mission R

Mission R

Após a Mission Motors apresentar a Mission One, protótipo elétrico, com design esportivo, desta vez definitivamente radicalizaram, ao apresentar a Mission R. Com 141 CV e 155Nm, a R vem de forma muito mais equilibrada, e permitindo novas fronteiras a serem rompidas pelas concorrentes, príncipalmente para a área das competições, graças a uma bateria de 14,4 KWh, que associado a um motor AC trifásico e um sistema de recuperação de energia, durante a frenagem. A Mission Motors , se aproxima cada dia mais do futuro. O contraponto com certeza é o peso da motocicleta que chega próximo a 250 Kg.

Mission R

Mission R


James Parker, responsável por criar na lateral do chassi uma treliça de cromo-molibdênio, que juntamente a uma placa de alumínio, incorpora o aparelho de som, já que nas elétricas “barulho” é algo que não existe. Outro detalhe importante, é a bateria está exatamente no centro de gravidade da motocicleta. A Mission trabalha com um sistema chamado EVT, que é um sistema de armazenamento avançado e exclusivo que leva veículos híbridos e elétricos a um melhor desempenho. Entre os componentes do projeto temos: módulos de baterias, Battery Management Systems, a bordo de carga Systems, e baixa tensão de alimentação do veículo. Esses componentes podem funcionar como sistemas separados, ou como um conjunto harmonioso.

Redação Motociclismo / Tainá Aguiar

Imagens Divulgação

Designer faz projeção da moto RB-1200 S Sportbike Concept

ESCRITO POR FERNANDO GARCIA
















A superbike RB-1200 S Sportbike Concept, uma possível moto a ganhar a marca Audi, criada pelo designer Garvin Harvey pode virar realidade. A versão tem linhas mais próximas as da realidade, o que certamente vai agradar aos entusiastas mais conservadores, e ganhou alguns detalhes dos veículos da marca alemã, como as luzes utilizadas no R8, por meio de LEDs. Outros detalhes, percebido nas imagens são as pinças de freio vermelha com o logo da marca Audi. Abaixo do assento (revestido de couro e fibra de carbono), estão posicionados os escapes.

Até o momento a Audi não se manifestou o interesse em comprar o projeto, mas vamos aguardar por mais detalhes sobre a moto-conceito R

Aceleramos a nova Triumph Tiger 800

Um dos lançamento mais aguardados do ano, a nova Triumph Tiger 800, acabou de ser apresentada no Salão de Milão 2010 e nossa equipe já teve a oportunidade de acelerar a motocicleta na Europa. Nosso primeiro contato com as duas versões da maxitrail inglesa, Tiger 800 e Tiger 800 XC, está na nova edição da MOTOCICLISMO (nº 156 de dezembro de 2010). Tivemos a oportunidade, através de nossa equipe na Europa, de andar com o lançamento que promete ser a grande rival da BMW F 800 GS.

Triumph Tiger 800 e Tiger 800 XC

Triumph Tiger 800 e Tiger 800 XC

Contudo, muitas outras atrações aguardavam você na nova MOTOCICLISMO. Produzimos um especial sobre o Salão de Milão, EICMA 2010, que chegou à sua 68ª. Nossos jornalistas estiveram presentes na principal feira de motos do mundo para trazer todas as novidades para você. Confira informações sobre as novas Honda Hornet, Crossrunner e CBR 250R, além de Ducati Diavel, MV Agusta F3, BMW G 650 GS, Aprilia Tuono e muito mais. Partindo para os testes da edição, aceleramos a nova Kawasaki Vulcan LT (Superteste), Ducati 1198 SP, BMW F 800 R (Supercity), Triumph Speed Triple e Kawasaki Z1000SX.

Typhon 1190 reafirma que Buell está de volta

Motocicleta da Erick Buell Racing (EBR) pode superar os 270km/h

MotorDream
com Infomotori/Itália


Quem pensou que a Buell iria desaparecer estava enganado. Após a Harley-Davidson, dona da marca, anunciar o fim da produção dessas motos, Erik Buell, o fundador da marca, criou a Erick Buell Racing no final do ano passado. Agora sua nova empresa mostra a EBR Typhon 1190, desenvolvida em parceria com a equipe Pegasus. A base de inspiração do modelo é a supermoto 1190RR-B e as soluções e carenagens são herdadas da Moto2.

Considerando que a Typhon 1190 pesa 163 kg e a potência do motor bicilíndrico é de cerca de 185 cv a 11.500 rpm, não surpreende que a agulha do velocímetro possa superar os 270km/h. Vale dizer que por ser fabricada em parceria com a equipe Pegasus, esta moto não é um modelo oficial da marca.

Teste: Ducati Multistrada 1200

Tecnologicamente avançada, moto se mostra adequada para qualquer ocasião

por Carlo Valente do Infomotori/Itália - Fotos Infomotori/Itália
exclusivo para MotorDream


A apresentação da nova Ducati Multistrada 1200 aconteceu na ilha espanhola de Lanzarote, onde a motocicleta pôde mostrar sua evolução tanto na parte estética como no acréscimo de conteúdo. Do antigo modelo pode-se dizer que ficou apenas o nome. O que faz esta moto única é uma conjunção de fatores, quevão desde o motor Testastretta de 1.198 cc até o quadro. Toda a moto é projetada para responder às expectativas de seu proprietário. Também se destacam os aparatos de segurança, que incluem controle de tração e freios com ABS. Há ainda o sistema de aquecimento para o punho, muito útil na Europa, e um belíssimo display, que parece ter sido tirado de um ônibus espacial. Mas o ponto alto é a possibilidade de selecionar quatro diferentes modos de condução. Ao girar um botão o condutor pode escolher entre os modos urbano, turismo, sport e enduro. Nas categorias enduro e urbano a moto dispõe de "apenas" 100 cv. Mais do que suficiente para ultrapassagens seguras na cidade e para encarar estradas de terra. Os outros dois modos oferecem os 150 cv "completos". A verdadeira inovação está na parte elétrica, que fornece sua máxima expressão junto a suspensão Ohlins completamente regulável.



Primeiras Impressões Ilha de Lanzarote -

A primeira volta na nova Ducati Multistrada 1200 foi no modo urbano, o mais utilizado pelos cidadãos comuns. O primeiro "choque" veio logo ao se sentar na moto e não se encontrar a ignição para se colocar a chave. Ao se deslizar para cima o botão de "start" o bloqueio é desligado e um grande visor branco mostra diversas informações. Então é hora de apertar o botão que aparece sob a alavanca e a Multistrada está pronta para sair. Deve-se dizer que o sistema de ignição sem chave é muito futurista e impressionante. Mas é talvez a única inovação supérflua da moto, já que não satisfaz nenhuma necessidade prática. Afinal, nunca pareceu cansativo ter de inserir a chave. Além de que o sistema não permite engrenas a moto e empurrá-la para que ela pegue no tranco. Fora este ponto desnecessário, a moto move-se com perfeição em ambientes urbanos. O peso de 178 kg é adequado, e os ângulos permitem que o condutor dirija com tranquilidade. A suspensão neste modo urbano fica bem macia e absorve bem as imperfeições no asfalto. O controle de tração, por sua vez, auxilia que os 100 cv não façam a moto derrapar ou deslizar. O freio ABS é excelente, nunca muito invasivo. Destacam-se a comodidade e praticidade da moto no ambiente urbano, o que faz a lembrar uma maxiscooter. Já no modo turismo a suspensão endurece e o motor passa a oferecer 150 cv. Apesar da grande potência, o motorista não se sente desconfortável e a moto está sempre sob controle. As três primeiras marchas podem ser mudadas seguramente aos 2 mil giros. A suspensão não está em "plena força" e, junto com o assento largo, garantem conforto para o condutor. O modo sport é sinônimo de adrenalina. A moto tem os mesmos 150 cv da variante turismo. Mas sua aceleração é mais vigorosa e as respostas são mais rápidas. A roda dianteira ameaça sair do chão quando se age com força no acelerador. A moto chega rapidamente a velocidades dignas. Claro que isso também significa que alguns pontos ficam mais "ásperos". É o caso da suspensão, que fica rígida e deixa a motor "plantada" no chão, principalmente em curvas.



A variante enduro é a mais controversa, por conta de seu nome. Com a palavra "enduro" invariavelmente leva-se a imaginar em trilhas enlameadas, subidas íngrimes, entre outros. Mas certamente a Multistrada não tem características específicas para este segmento. Ela pode, sim, superar obstáculos difíceis, que outras motos talvez não encarassem. Os pneus Pirelli Scorpion Trail, de uso misto, são projetados para asfalto e terra. A suspensão macia é capaz de se sair bem em quase todas as rotas off-road. A Multistrada 1200S Touring é realmente fiel ao que ela promete: uma moto adequada para qualquer ocasião, capaz de trazer segurança e comodidade. O preço de 18.900 euros justifica o nível tecnológico elevadíssimo e não é muito diferentes dos outros concorrentes. A suspensão eletrônica e muitas outras características tornam esta moto a mais futurista do mercado.

BMW Motorrad Brasil anuncia recall do modelo F 650 GS

Problema está nos parafusos do disco de freio e da bucha distanciadora.
Ação engloba 224 motos fabricadas de março de 2008 a novembro de 2009.

Do G1, em São Paulo


BMW F 650 GS
BMW F 650 GS (Foto: Divulgação)

O BMW Group anunciou, nesta quarta-feira (15), o recall das motocicletas F 650 GS fabricadas entre março de 2008 e novembro de 2009. No total, 224 unidades do modelo deverão passar por revisão para a substituição dos parafusos de fixação do disco de freio dianteiro e da bucha distanciadora.

Veja os números dos chassis das motos envolvidas:

ZT27535 a ZT43252

De acordo com a fabricante, tal medida se dá em razão da possibilidade dos parafusos que fixam o disco de freio ao cubo da roda gradualmente se soltarem. Em caso extremo o disco de freio poderá se desprender e ocasionar o bloqueio da roda dianteira, gerando risco de acidentes e lesões aos ocupantes da motocicleta.

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A BMW afirma que nenhum acidente foi registrado no Brasil ou em qualquer outro país até agora por causa do problema.

A duração do serviço é de, aproximadamente, uma hora e o ajuste pode ser feito em qualquer loja da rede de concessionárias. Para esclarecer dúvidas, a BMW Motorrad Brasil coloca o site oficial à disposição assim como o telefone 0800 707 3578 (de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h). A empresa convocará os clientes por meio de cartas.

Segundo recall em uma semana
Este é o segundo recall de motos BMW desta semana. Na segunda-feira (13), foi anunciado o recall de 1.362 motocicletas dos modelos BMW K 1200 S, K 1200 R, K 1200 GT, K 1300 S, K 1300 R e K 1300 GT, fabricadas entre setembro de 2004 e setembro de 2010. O motivo é possibilidade de ruptura da alavanca de acionamento do amortecedor traseiro e consequente travamento da roda traseira contra o para-lama, o que pode causar acidentes.

AMG e Ducatti anunciaram hoje (18) uma parceria

Escrito por Fernando Garcia

A AMG e italiana Ducati anunciaram hoje (18) uma parceria durante uma coletiva de imprensa no Salão Automóvel de Los Angeles que abre as portas ao público amanhã (19).
De acordo com as empresas, AMG vai se tornar um patrocinador oficial para o MotoGP da Ducati Team. E em eventos selecionados da Ducatti, os veículos AMG serão oferecido aos clientes da marca italiana e vice versa.

BMW faz recall de 1.362 motos no Brasil por problema em roda traseira

Foram convocados seis modelos fabricados entre 2004 e 2010.
Falha em alavanca pode ocasionar travamento da roda, diz fabricante.

Do G1, em São Paulo


bmw k1300s
BMW K 1300s (Foto: Divulgação)

A BMW convocou nesta segunda-feira (13) o recall de 1.362 motocicletas dos modelos BMW K 1200 S, K 1200 R, K 1200 GT, K 1300 S, K 1300 R e K 1300 GT, fabricadas entre setembro de 2004 e setembro de 2010.

O motivo é possibilidade de ruptura da alavanca de acionamento do amortecedor traseiro e consequente travamento da roda traseira contra o para-lama, o que pode causar acidentes.

Veja os chassis dos veículos envolvidos:
Modelo K1200GT numeração de chassis: de ZN71658 até ZN74993
Modelo K1200GT numeração de chassis: de ZU95589 até ZU97506
Modelo K1200R numeração de chassis: de ZN10683 até ZN22949
Modelo K1200R numeração de chassis: de ZV77387 até ZV79411
Modelo K1200S numeração de chassis: de ZL90512 até ZL99911
Modelo K1200S numeração de chassis: de ZR80112 até ZR89899
Modelo K1200S numeração de chassis: de ZU42518 até ZU43531
Modelo K1200S numeração de chassis: de ZW14829 até ZW16232
Modelo K1300GT numeração de chassis: de ZW00176 até ZW06302
Modelo K1300R numeração de chassis: de ZV77278 até ZV82433
Modelo K1300S numeração de chassis: de ZV65265 até ZV72789

A fabricante informa que, até o momento, nenhum acidente foi registrado no Brasil ou outro país devido à falha, mas, preventivamente, fará a substituição da alavanca do amortecedor e de eventuais peças correlatas. Segundo a BMW Motorrad, a duração do serviço é de aproximadamente 1 hora.

O agendamento e mais informações podem ser obtidos pelo telefone 0800-707-3578 (de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h) e também no site da BMW Motorrad Brasil (www.bmw-motorrad.com.br). Os clientes também serão convocados por meio de cartas.

A Fundação Procon-SP diz que, por se tratar de possibilidade de acidente com risco à saúde e segurança dos usuários e de terceiros, o atendimento ao consumidor deve ser de imediato. O recall envolve os modelos adquiridos da concessionária ou de pessoa física e não há prazo limite para atendimento à campanha. Se o consumidor tiver qualquer dificuldade para efetuar o reparo/substituição, deve procurar um órgão de defesa do consumidor.

Ducati Diavel promete conforto de custom com fúria esportiva

Ducati Diavel promete conforto de custom com fúria esportiva
(por Arthur Caldeira)

Quadro em treliça, motor de dois cilindros em L, dianteira "musculosa": uma Ducati com desenho custom

Não é por acaso que o nome da nova Ducati tem inspiração na palavra “diabo” no dialeto falado em Bolonha, região onde fica a fábrica da marca. Com 210 kg, pneu traseiro de 240 mm de largura e um porte musculoso, a recém lançada Diavel impõe respeito e até medo. Aquele tipo de moto que dá vontade de arrancar com tudo e ver o mundo ficar para trás em questão de segundos.

Diavel tem traseira minimalista com enrome pneu de 240 mm

Apresentada como estrela no Teatro Carcano, erguido em 1881 no centro de Milão, a nova motocicleta é uma aposta ousada da fábrica italiana. “A Diavel é, sem dúvida, nosso lançamento mais inovador para 2011”, falou orgulhoso o diretor geral da Ducati, Claudio Domenicali.

Ducati Diavel foi a grande estrela da marca no Salão de Milão deste ano

Famosa por suas esportivas, a Ducati entra no segmento custom prometendo conforto e desempenho, aliado a uma ciclística ágil. “Até agora nenhum modelo reuniu essas características em uma única moto”, admitiu Domenicali. O departamento de design da Ducati garante ter conseguido.

Ducati Diavel tem porte avantajado e impõe respeito

Criou a Diavel com um avantajado trem dianteiro e uma traseira minimalista para encaixar o esportivo propulsor de dois cilindros em “L” no tradicional quadro em treliça da fábrica de Borgo Panigale. Desenho que causa estranheza ao primeiro olhar. Tem-se a sensação de que a Diavel acaba abruptamente. Mas estranho mesmo é a Ducati aventurar-se em novos segmentos

Diabólica Ducati Diavel é aposta da fábrica italiana no segmento custom

Uma das motivações para se arriscar em um novo segmento foi o sucesso da Multistrada 1200, apresentada em 2009. A primeira big trail da marca italiana, recheada de tecnologia, superou as expectativas de vendas, admitiu Gabriele Del Torchio, presidente da Ducati. “Nossa estratégia é sermos especialistas no segmento de motos esportivas, enquanto trabalhamos para desenvolver produtos inovadores. Isso nos permite expandir nossos negócios para novos mercados como a Diavel”, disse Del Torchio.

Ducati Diavel promete bom desempenho em curvas e inclinação de 41

DESEMPENHO


No coração da diabólica Ducati está o motor Testastretta 11°, derivado dos potentes motores esportivos da marca, mas adaptados para uma entrega mais suave de potência. O motor de dois cilindros em “L” (um V a 90°) e 1.198,4 cm³ produz 162 cavalos de potência máxima (a 9.500 rpm) e colossais 13 kgfm de torque máximo. Com esses números o motor pode até ser mais manso, mas não perdeu o desempenho característico dos motores italianos.

Motor Testastretta de 1200 cm³ produz 162 cavalos de potência máxima

Equipada com acelerador eletrônico (ride-by-wire), a Diavel ainda conta com tecnologias como três modos de pilotagem (Sport, Touring e Urban) e controle de tração (Ducati Traction Control) de cinco níveis. Praticamente o mesmo pacote tecnológico da Multistrada 1200.

Entradas de ar e piscas dianteiros integrados na carenagem da Diavel

O câmbio de seis marchas precisou ser feito em materiais mais resistentes para transferir toda a “força” do motor para o enorme pneu traseiro de 240 mm. A Ducati ainda equipou o novo modelo com uma embreagem deslizante para aliviar os trancos no conjunto de transmissão. A transmissão final é feita por corrente.

Painel da nova Ducati Diavel traz "dois andares" de infomações em LCD, além das luzes espia

CICLÍSTICA

O quadro em treliça, segundo a Ducati, garante rigidez a torções enquanto assegura menor peso e tamanho compacto. O monobraço traseiro construído em liga de alumínio é bastante longo e resulta em uma distância entre-eixos de 1.590 mm, o suficiente para proporcionar estabilidade nas retas.

No coração da diabólica Ducati está o motor Testastretta 11°, derivado dos potentes motores esportivos da marca, mas adaptados para uma entrega mais suave de potência. O motor de dois cilindros em “L” (um V a 90°) e 1.198,4 cm³ produz 162 cavalos de potência máxima (a 9.500 rpm) e colossais 13 kgfm de torque máximo. Com esses números o motor pode até ser mais manso, mas não perdeu o desempenho característico dos motores italianos.

Rabeta da Diavel acaba abruptamente e traz duas lanternas de LEDs com piscas embutidos

Em conjunto com as suspensões -- garfos Marzocchi de 50 mm de diâmetro, na frente, e amortecedor Sachs posicionado horizontalmente, atrás -- garante maneabilidade e inclinações de até 41° em curvas. Qualidades que só poderão ser conferidas na prática, afinal apesar de todo o frisson em torno da Diavel, ainda não foram feitos testes dinâmicos pela imprensa internacional.

No detalhe, a dupla de enormes ponteiras de escapamento na Diavel

Para parar os 210 kg a seco da Diavel, a fábrica italiana não economizou. Optou pelas pinças monobloco da grife Brembo com quatro pistões para “morder” os dois grandes discos de 320 mm de diâmetro na dianteira. Atrás, um disco de 265 mm com pinça de pistão duplo, também da Brembo. Para completar, sistema antitravamento (ABS) da Bosch.

Pedaleiras da garupa na Diavel são retráteis

As rodas de 17 polegadas (3,5 de largura na dianteira e 8 na traseira) são calçadas com os novos pneus Pirelli Diablo Rosso II, nas medidas 120/70 (frente) e 240/45 (atrás).

Pedaleiras da garupa na Diavel são retráteis

A nova Diavel deve chegar ao mercado somente no primeiro trimestre do próximo ano. A primeira versão comercializada será a Diavel Carbon, com diversos itens de acabamento em fibra de carbono. Nos Estados Unidos, a Carbon deverá custar em torno de US$ 20.000 (cerca de R$ 35.000 sem taxas e impostos). Já o modelo standard sairá por US$ 17.000.